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Rock In Rio 2015

rock in rio 2015Depois de  um LONGO período com o blog inativo por falta de tempo em me dedicar para ele, agora resolvi voltar. Tirei a teia de aranha que estava por aqui e não tinha tema melhor para retornar do que falar sobre o Rock In Rio 2015.

Na edição de 2013 fui pela primeira vez e foi incrível, vi Metallica, Alice In Chains, Rob Zombie, Sepultura, Slayer e Iron Maiden e foram dias inesquecíveis, é um festival gigante e vale muito a pena pelo menos uma vez na sua vida ir. Óh, bora todos juntarem moedinhas no cofrinho para garantir essa experiência em 2017.

Quando eu vi o line-up desta edição os meus olhos brilharam, a minha mão coçou, mas a falta de $ não me permitiu ir . Torci por anos para que Mastodon, Lamb Of God, Gojira, Nightwish,  e quando estão por aqui, não tive como ir rs.. mas ok, sei que voltarão.

Quando amigos me questionam o que eu acho sobre a diversidade de estilos musicais, se não é um absurdo misturar estilos que não tem nada a ver com rock. Não podemos levar o nome do festival totalmente ao pé da letra, pois desde sua origem, ele sempre foi tratado como um festival de música com variados estilos. Se formos ver edições anteriores, lá em 85 na primeira edição por exemplo, Elba Ramalho, Gilberto Gil cantaram, então a diversidade sempre existiu. Na edição de 2001, eu era totalmente contra também, mas por levar ao pé da letra o nome do festival e por não conhecer sobre a história a fundo. Nunca me esqueço no dia em que o Carlinhos Brown foi se apresentar e levou várias garrafadas de água no palco, pois justo no mesmo dia em que ele cantou tínhamos as atrações  internacionais de rock com as bandas Papa Roach, Oasis e Guns N’ Roses, um público nada a ver com o do Carlinhos, obviamente que não iria agradar a galera rock’n’roll, eu me recordo que eu só conseguia dizer, “O que esse cara tá fazendo ali? Ele não se atentou ao line-up do dia? Que coragem!”  Vejo que desta edição de 2001 para as duas últimas no Rio de Janeiro, melhorou muito o fato de não misturar públicos nitidamente diferentes nos mesmos dias.

O Rock In Rio é um dos maiores festivais de música, e para um músico poder participar dele é uma honra e prestígio. Se eu acho ruim essa mistura, bom, desde o começo é assim. Enquanto bandas e mais bandas  continuarem vindo até aqui tocar no festival, eu to mais do que feliz, principalmente agora que o  Brasil finalmente ganhou holofotes nos últimos 4 anos, a quantidade de shows de rock’n’roll com bandas do mundo todo que passam por turnê por aqui cresceu lindamente e espero que cresça muito mais (só o $ que tá ficando cada vez mais salgadinho…).

Mas voltemos a falar sobre essa incrível edição de 2015. Eu não consegui acompanhar todos os shows, mas os que eu assisti, me emocionei demais com aquele aperto no peito por não estar lá.
DIA 19
Só consegui assistir Metallica (minha amada banda), tanto que eu tinha prova de revezamento de corrida no dia seguinte e nem dormi, fui diretão (não façam isso em casa, rs).  Metallica, foi incrível como sempre. Eu já sabia que nessa passagem da banda pelo Rock In Rio teria o M&G com os fãs e que alguns sortudos subiriam ao palco com eles, assistindo o show com uma visão privilegiada. Por mais que digam que os shows do Metallica sempre são o mais do mesmo, Metallica é Metallica, eles são perfeitos (ok… é uma fã, muito fã MESMO falando :P), a entrega da banda com o público e a emoção e alegria que víamos estampados em seus rostos por estarem ali mais uma vez é especial demais. Um ponto negativo foi aquele tenebroso problema no som, que até tiveram que suspender por alguns minutos, naquele momento eu gelei… mas no final deu tudo certo. Eu curti muito o setlist,  amei ver eles tocando “Fuel”, “King Nothing”, “Turn The Page”, “Whiskey in the Jar”, foi de tirar o fôlego, além dos indispensáveis clássicos “Master of Puppets”, “One”, “Nothing else matters”, “Welcome Home” e a tradicional “Seek and Destroy” para encerrar o show. Quando eles disseram, até 2017, pronto, na próxima edição tenho que estar lá, vejo 1, 2, 3 vezes ao vivo, mas nunca é o bastante! ❤

DIA 24
Outro show que acompanhei foi do Deftones, essa que ainda não tive o prazer de ver ao vivo e tive a má sorte de acompanhar só o final, (mas ainda bem que temos o youtube, logo mais verei por lá). Conheço a banda desde 2000, com o álbum White Pony e a música “Back To School”, época em que o nu metal viveu o seu melhor cenário. Não assisti o show completo, mas me pareceu curto, porém com alguns hits de sucesso da banda como “Be Quiet and Drive”, “My Own Summer” e “Passenger”. Como eu “ADORO” a banda, poderia rolar um show de 3h e ainda assim acharia pouco.

No show do The Hollywood Vampires o que falar com tanta fera em um único local? Épico dos épicos! A reunião de mestres tocando tributos inesquecíveis. Johnny Depp, Alice Cooper, Andreas Kisser, Joe Perry, Duff McKagan, Matt Sorum, e até a lzzy Hale que subiu ao palco para tocar o clássico “Whole Lotta Love” do Led Zeppelin. Com tanta fera no palco o setlist de covers não deixaria de ser perfeito, “My Generation”, “Cold  Turkey”, “Manic Depression”, e “Brown Sugar”. AHHH. isso é rocknroll!

Queens Of The Stone Age
, essa banda tá na minha mira há anos, quando eles tocaram no Rock In Rio de 2001 eu já acompanhava o trabalho deles, com o álbum “Rated R”, segundo álbum de estúdio da banda. Quando eles tocaram a música “The Lost Art Of Keeping a Secret”, mesmo álbum que tem o famoso single “Monsters  in the Parasol”, naquela edição eles mostraram ao que viveram, e já causaram com a entrada do ex-baixista Nick nu no palco. No show desta edição do Rock In Rio gostei muito do set list, diria que foi para nenhum fã botar defeito, músicas do último álbum, e hits de sucesso de toda a carreira deles como “Millionaire”, “No One Knows”, “In My Head”, “Sick, Sick, Sick” e “Go With the Flow”, eu amei, amei o show, fiquei com aquela big pontinha de inveja de quem estava lá curtindo ao vivo.

Logo após era a vez do bombástico S.O.A.D, sempre com o seu set destruidor de 28 músicas sem praticamente nenhuma pausa para deixar todos sem fôlego! Outra banda que foi trilha sonora da minha adolescência (o época boa que vivi com o rock and roll). Eu fui no show deles de 2011 em São Paulo, e é impossível ficar parado, não tem como. Neste como eu estava em casa o jeito foi fazer moshs invisíveis rs… é incrível como após tantos anos eles tocam com extrema energia e anima a galera, você não tem tempo nem de respirar pois é uma pedrada atrás de outra.  O que dizer do setlist? Eu diria que todas, todas são hits, é muito legal ver a galera que conheceu a banda agora sairem admirados. “Prison song”, “Aerials”, “Needles”, “Deer Dance”, “Psyco”, “Chop Suey!”, “Toxicity”. E eu curti muito quando o Chino Moreno do Deftones subiu ao palco para cantar uma música.


DIA 25

Esse dia foi a hora de conhecer o som da banda De La Tierra, curti demais, só de ter o Andreas Kisser na formação já sabia que viria coisa boa, mas soube só na hora que o vocalista e guitarrista era o Andrés Gimenez, já conhecia o trabalho dele  da banda A.N.I.M.A.L, amava estudar espanhol escutando o som deles e é o que me ajuda a praticar até hoje. Mal vejo a hora de ter a músicas acessíveis, quero tudo \m/.

Vi só um pouco de Steve Vai, me agrada muito rock’n’roll e orquestra <3. O nome do lendário guitarrista rendeu muitas pisadas e memes na internet como “Steve Vai”, “Steve Indo”, “Steve Foi”.. galera não perdoa. Depois tivemos um outro show de tirar o fôlego com a banda Mastodon.

Ahh, Mastodon, eu torcia, pedia, rezava pra essa banda vir algum dia para o Brasil, eis que, além de vir para o Rock In Rio, dias depois passaram por São Paulo, no mesmo dia do show do Slipknot no Arena Anhembi, e eu não pude ir (problemas de verba..), depois de torcer por tantos anos, imaginem como fiquei.. Conheço o som da banda desde 2009, eu simplesmente sou viciada (sou viciada por rock, minha lista de bandas é imensa), toda vez que coloco as discografias para escutar, é daqueles álbuns que você coloca e eles repetem sem parar e você nem se dá conta, além do peso maravilhoso. Abriram com a música “Tread Lightly” que faz parte do último álbum lançado, para quem não conhecia a banda, não tinha música melhor para abrir  e já mostrar logo de cara, quem é Mastodon?. Curti muito o setlist, mesclaram bastante músicas do último álbum, com hits de outros como “Blasteroid”, “Aqua Dementia”, “Blade Catcher”, “Black Tongue”, “Crystal Skull” e “Blood and Thunder” \m/. Eu só suplico por um único pedido, que eles voltem para cá em muito breve e em show solo.

Daí para completar o meu sofrimento foi a vez de acompanhar mais uma vez o Faith No More pela TV, não sei o que acontece, mas todas as vezes que tanto eles quanto o Deftones tocam por aqui, nunca dá para eu ir, mas ok… falemos sobre o show. Mike Patton é o cara mais 13 e sensacional que já vi na vida e que continue assim, o cara leva um tombo e ele mesmo cria um meme da própria situação e compartilha no Facebook oficial da banda (para quem não viu, veja aqui). Sim, também é mais uma banda que fez total parte da minha adolescência também, (álias a maioria das bandas aqui com certeza fez parte da adolscência de vários). Quando eles começaram  com a música “From Out of Nowhere” era a hora, por.** começou, não to lá mais uma vez, mas bora curtir em casa mesmo.  Achei o set curto, mas recheado de clássicos como “Evidence”, “Epic”, “Midlife Crisis”, “Easy”, “Ashes to Ashes”, “I started a Joke” e “We care a Lot”. Please Faith No More, não demorem muito pra voltar aqui também, de preferência em São Paulo.

Após o show do Faith No More finalmente chegou um dos shows mais esperados do dia, Slipknot, e claro que eles também ocuparam um papel importante no meu repertório musical na adolescência, acompanho desde o primeiro álbum com o título “Slipknot”. Eles surgiram em uma época em que tínhamos uma variedade de imensa qualidade no cenário nu metal, mas eles facilmente se destacaram com tamanha qualidade, som extremamente pesado e mais a curiosidade que era geral, quem são esses caras por detrás destas máscaras? Imaginem, se já era motivo de um adolscente sofrer preconceito por ser roqueiro (eu sofri bastante na escola), por curtir Marylin Manson, (muitos da minha faixa etária na época e que não curtiam rock achavam ele bizarro), quando surgiu Slipknot, aí foi lindo!
Eu estava muto ansiosa para vê-los no palco, tive a alegria de ir no show deles no Monsters Of Rock de 2013, foi destruidor aquele dia, pois todas as bandas eu surtei :P. No Rock In Rio, não tinha “Verdades Secretas” que me fizesse perder o show. Já abriram o show com o single do novo álbum, “XIX”, já me deu aquele aperto (sim, foi um sofrimento acompanhar todos os shows de casa). Também é um set que eu diria repleto de clássicos.  “The Heretic Anthem”, “Psychosocial”, “Vermilion”, “Wait and Bleed”, “Before I forget”, “Duality” e “Spit It Out”, foi perfeito!! \m/ Fecharam a maratona com shows de rock no festival com chave de ouro.

Tem outras bandas que eu gostaria de ter assistido, como Gojira, Lamb Of God e Korn, que só não fico tão deprê porque eles sim, já vi ao vivo em São Paulo, mas tenho certeza que os shows foram perfeito, ainda tenho que assitir, e também gostaria de ter assistido Nightwish com a bela Floor Jansen, que eu curtia muito na ex banda After Forever, depois que a Tarja saiu da banda eu não consegui simpatizar com a Anette Olzon no vocal, agora com a Floor, para mim não tinha escolha melhor.

Agora que acabou o Rock In Rio, só nos resta as lembranças, tanto para os que estiveram ali presentes pessoalmente, tanto para os que acompanharam de casa. Em 2017 eu esperei ir \m/ Viva o Rock!!!

@patitagil

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